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Dr. Rodrigo Tadashi
Martines

MÉDICO

CRM. 214.370 | RQE 153.287

Especialista em

Cirurgia de Cabeça e Pescoço

CRO. 60.052

CIRURGIÃ0-DENTISTA

Especialista em Implantodontia

Mestre em Odontologia

Hiperparatireoidismo Terciário

Hiperparatireoidismo Terciário


O hiperparatireoidismo terciário ocorre quando as glândulas paratireoides, após um período prolongado de estímulo excessivo — geralmente por doença renal crônica de longa evolução —, passam a produzir hormônio paratireoidiano (PTH) de forma autônoma, mesmo quando a condição de base que originou o estímulo é corrigida ou controlada. É, na prática, a evolução de um hiperparatireoidismo secundário não controlado ao longo do tempo, mais comum em pacientes em diálise prolongada ou após transplante renal.


Como a condição se desenvolve


No hiperparatireoidismo secundário, as paratireoides aumentam sua atividade em resposta a um estímulo externo persistente, como o fósforo elevado ou a deficiência de vitamina D da doença renal crônica. Quando esse estímulo se mantém por tempo prolongado, uma ou mais glândulas podem desenvolver crescimento autônomo (hiperplasia ou, mais raramente, formação nodular), passando a secretar PTH de forma independente do estímulo original — mesmo após o transplante renal corrigir a função dos rins.


Fatores associados


  • Tempo prolongado de diálise antes do transplante renal.

  • Controle inadequado do fósforo e da vitamina D durante a fase de hiperparatireoidismo secundário.

  • Hiperparatireoidismo secundário de longa duração e não controlado clinicamente.

  • Persistência de PTH elevado mesmo após transplante renal bem-sucedido.


Sinais e sintomas


O quadro costuma se manter oligossintomático por período prolongado, sendo identificado por hipercalcemia persistente em exames de rotina, especialmente após transplante renal. Quando presentes, os sinais podem incluir:

  • Hipercalcemia persistente, muitas vezes o principal achado que motiva a investigação.

  • Dor óssea e fragilidade óssea associada à doença óssea de longa data.

  • Fraqueza muscular.

  • Cálculos renais, particularmente relevantes em pacientes transplantados, pela sobrecarga sobre o enxerto renal.

  • Prurido persistente e queixas articulares.

A hipercalcemia persistente após o transplante renal é o principal sinal de alerta para o hiperparatireoidismo terciário — e deve ser diferenciada de uma simples fase de ajuste transitório do PTH que pode ocorrer nos primeiros meses pós-transplante.
Diagnóstico

A investigação combina, tipicamente:

  • Dosagem de PTH e cálcio séricos: o achado característico é cálcio elevado com PTH persistentemente elevado, de forma autônoma.

  • Avaliação da função renal: para confirmar que a hipercalcemia não é mais explicada apenas pela doença renal de base, sobretudo em pacientes já transplantados.

  • Ultrassom cervical: para localizar e dimensionar as glândulas paratireoides aumentadas.

  • Exames de localização complementares: cintilografia com sestamibi ou tomografia de 4 dimensões, para mapear todas as glândulas envolvidas antes de uma eventual cirurgia — especialmente relevante quando há histórico de doença multiglandular.

A localização precisa de todas as glândulas envolvidas é determinante para o planejamento cirúrgico nesses casos, e é nessa etapa que a experiência do Dr. Rodrigo Tadashi em Cirurgia de Cabeça e Pescoço contribui para correlacionar os achados de imagem com a anatomia cervical individual, especialmente em pacientes já operados anteriormente.


Tratamento

Diferente do hiperparatireoidismo secundário, aqui a conduta tende à indicação cirúrgica com mais frequência, já que a autonomia glandular costuma não responder de forma sustentada ao tratamento clínico isolado:

  • Paratireoidectomia: tratamento definitivo mais indicado, geralmente envolvendo a remoção da maior parte do tecido paratireoidiano hiperfuncionante.

  • Monitoramento intraoperatório do PTH: utilizado durante a cirurgia para confirmar a remoção adequada do tecido autônomo.

  • Calcimiméticos: podem ser utilizados em pacientes sem condição cirúrgica imediata, para controle temporário dos níveis de PTH e cálcio.

  • Acompanhamento nefrológico conjunto: essencial em pacientes transplantados, para preservar a função do enxerto renal durante todo o tratamento.

A cirurgia em casos terciários costuma ser mais complexa do que no hiperparatireoidismo primário, frequentemente envolvendo múltiplas glândulas e, em alguns casos, reoperações — o que reforça a importância do planejamento anatômico detalhado antes do procedimento.


Acompanhamento

Após o tratamento, o acompanhamento periódico de PTH, cálcio e função renal permite confirmar a resolução do quadro e monitorar a saúde óssea e a função do enxerto renal, quando aplicável, ao longo do tempo.


Tem hipercalcemia persistente após transplante renal ou histórico prolongado de diálise com PTH elevado?


Agende uma consulta com o Dr. Rodrigo Tadashi Martines — Médico Especialista em Cirurgia de Cabeça e Pescoço, CRM-SP 214.370 | RQE 153.287.

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