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Dr. Rodrigo Tadashi
Martines

MÉDICO

CRM. 214.370 | RQE 153.287

Especialista em

Cirurgia de Cabeça e Pescoço

CRO. 60.052

CIRURGIÃ0-DENTISTA

Especialista em Implantodontia

Mestre em Odontologia

Hiperparatireoidismo Primário

Hiperparatireoidismo Primário


O hiperparatireoidismo primário é uma condição em que uma ou mais glândulas paratireoides — pequenas estruturas localizadas atrás da tireoide, na região cervical — produzem hormônio paratireoidiano (PTH) em excesso, de forma autônoma. O resultado é o aumento do cálcio no sangue (hipercalcemia), que pode afetar ossos, rins e outros órgãos ao longo do tempo. Hoje, grande parte dos casos é identificada de forma incidental, em exames de rotina, antes do surgimento de sintomas mais evidentes.


Causas mais comuns


  • Adenoma de paratireoide: causa mais frequente, correspondendo à grande maioria dos casos — geralmente envolve apenas uma das quatro glândulas.

  • Hiperplasia das paratireoides: aumento de mais de uma glândula, presente em uma parcela menor dos casos.

  • Carcinoma de paratireoide: causa rara, que exige investigação e conduta cirúrgica diferenciadas.


Fatores de risco


  • Histórico familiar de hiperparatireoidismo ou síndromes genéticas, como as neoplasias endócrinas múltiplas (NEM 1 e NEM 2A).

  • Radioterapia prévia na região cervical.

  • Maior incidência em mulheres, especialmente após os 50 anos.


Sinais e sintomas


Muitos pacientes são assintomáticos no momento do diagnóstico. Quando presentes, os sinais podem incluir:

  • Cansaço, fraqueza muscular ou dificuldade de concentração.

  • Dor óssea ou perda de densidade óssea (osteoporose).

  • Cálculos renais de repetição ou alteração da função renal.

  • Sintomas gastrointestinais, como constipação ou desconforto abdominal.

  • Sede excessiva e aumento da frequência urinária.

Como esses sinais são inespecíficos e podem ter diversas outras causas, a confirmação exige exames laboratoriais direcionados — muitos casos só são identificados por um cálcio elevado detectado em exame de rotina.
Diagnóstico

A investigação combina, tipicamente:

  • Dosagem de cálcio e PTH séricos: o achado característico é cálcio elevado com PTH elevado ou inapropriadamente normal.

  • Cálcio urinário de 24 horas: utilizado para diferenciar o hiperparatireoidismo primário de uma condição benigna hereditária (hipercalcemia hipocalciúrica familiar).

  • Exames de localização: ultrassom cervical, cintilografia com sestamibi ou tomografia computadorizada de 4 dimensões, para identificar qual glândula está afetada antes da cirurgia.

  • Densitometria óssea e avaliação da função renal: para dimensionar o impacto da doença nos ossos e nos rins.

A precisão na localização pré-operatória é determinante para o planejamento cirúrgico — e é nessa etapa que a experiência em Cirurgia de Cabeça e Pescoço do Dr. Rodrigo Tadashi se torna particularmente relevante, permitindo correlacionar os achados de imagem com a anatomia cervical individual de cada paciente.


Tratamento

  • Paratireoidectomia: é o tratamento definitivo na maioria dos casos, com indicação especialmente quando há cálculos renais, redução da função renal, perda significativa de densidade óssea, idade inferior a 50 anos ou níveis de cálcio acima de determinados limites.

  • Monitoramento intraoperatório do PTH: técnica utilizada durante a cirurgia para confirmar a remoção completa do tecido hiperfuncionante antes do término do procedimento.

  • Acompanhamento clínico (vigilância ativa): indicado para casos leves e assintomáticos, com reavaliação periódica de cálcio, função renal e densidade óssea.

  • Tratamento medicamentoso: reservado a pacientes que não têm indicação ou condição de cirurgia, com o objetivo de controlar os níveis de cálcio.

A cirurgia das paratireoides exige conhecimento detalhado da anatomia cervical, dado a proximidade com estruturas como o nervo laríngeo recorrente e a própria glândula tireoide — o mesmo cuidado técnico aplicado nas cirurgias de tireoide.


Acompanhamento

Após o tratamento, o acompanhamento periódico dos níveis de cálcio e PTH permite confirmar a resolução do quadro e identificar precocemente uma eventual recidiva, especialmente nos casos associados a síndromes genéticas.


Identificou cálcio elevado em exame de rotina ou tem histórico familiar de doenças das paratireoides?


Agende uma consulta com o Dr. Rodrigo Tadashi Martines — Médico Especialista em Cirurgia de Cabeça e Pescoço, CRM-SP 214.370 | RQE 153.287.

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