Câncer de Tireoide
Câncer de Tireoide
O câncer de tireoide afeta a glândula localizada na base do pescoço, responsável por regular funções metabólicas importantes do organismo. É considerado raro em comparação a outros tipos de câncer, mas sua detecção tem aumentado nos últimos anos — em grande parte graças ao maior acesso a exames de imagem e à investigação mais frequente de nódulos cervicais. A maioria dos casos apresenta bom prognóstico quando diagnosticado precocemente.
Tipos mais comuns
Carcinoma papilífero: o mais frequente, com crescimento lento e boa resposta ao tratamento.
Carcinoma folicular: mais raro, também com boas taxas de controle.
Carcinoma medular: pode estar associado a fatores genéticos hereditários.
Carcinoma anaplásico: o tipo mais agressivo e menos frequente.

Quais são os fatores de risco?
Histórico familiar de câncer de tireoide ou síndromes genéticas, como a neoplasia endócrina múltipla (NEM).
Exposição prévia à radiação, especialmente na infância.
Maior incidência em mulheres e na faixa entre 30 e 60 anos.
Sinais de alerta
Nos estágios iniciais, o câncer de tireoide costuma ser assintomático. Alguns sinais que justificam investigação:
Nódulo ou inchaço perceptível na região do pescoço.
Rouquidão persistente ou mudança na voz.
Dificuldade para engolir ou respirar.
Dor na região cervical.
Esses sintomas também podem estar associados a nódulos benignos e outras condições cervicais — por isso a avaliação especializada é o que diferencia um nódulo que precisa de acompanhamento de um que exige investigação mais aprofundada.
Diagnóstico?
A investigação de um nódulo tireoidiano combina, tipicamente:
Ultrassom cervical, para caracterizar o nódulo e identificar sinais de suspeição.
Punção aspirativa por agulha fina (PAAF), para análise citológica.
Dosagens específicas, como calcitonina em casos com suspeita de carcinoma medular, e TSH para avaliar a função tireoidiana geral.
Exames de imagem complementares, como cintilografia ou tomografia, quando há suspeita de disseminação.
Tratamento
A conduta depende do tipo e do estágio da doença. As abordagens mais utilizadas incluem:
Cirurgia (tireoidectomia parcial ou total): é o tratamento primário na maioria dos casos.
Terapia com iodo radioativo: utilizada após a cirurgia, quando indicada, para eliminar possíveis células remanescentes.
Reposição hormonal: para substituir a função da tireoide e auxiliar no controle do crescimento celular.
Radioterapia ou quimioterapia: reservadas a casos mais avançados ou agressivos.
A experiência cirúrgica em Cirurgia de Cabeça e Pescoço é particularmente relevante na etapa da tireoidectomia, dado o cuidado necessário com estruturas próximas à tireoide, como o nervo laríngeo recorrente e as glândulas paratireoides.
Prognóstico e acompanhamento
A maioria dos pacientes, especialmente com os tipos papilífero e folicular, tem um bom prognóstico. Pessoas com histórico familiar de câncer de tireoide devem manter acompanhamento médico regular, e qualquer nódulo cervical percebido merece avaliação especializada.
Notou um nódulo no pescoço ou tem histórico familiar de câncer de tireoide?
Agende uma consulta com o Dr. Rodrigo Tadashi — Médico Especialista em Cirurgia de Cabeça e Pescoço, CRM-SP 214.370 | RQE 153.287.

