711E67FBC1AD34BD87762A97444A31C5
top of page

Dr. Rodrigo Tadashi
Martines

MÉDICO

CRM. 214.370 | RQE 153.287

Especialista em

Cirurgia de Cabeça e Pescoço

CRO. 60.052

CIRURGIÃ0-DENTISTA

Especialista em Implantodontia

Mestre em Odontologia

Bócio

Bócio


Bócio é o nome dado ao aumento de volume da glândula tireoide, podendo ser difuso (a glândula toda aumentada) ou multinodular (com múltiplos nódulos). Nem todo bócio está associado a alteração da função tireoidiana — muitos pacientes mantêm níveis hormonais normais, enquanto outros apresentam hipertireoidismo ou hipotireoidismo associado. A maioria dos casos tem evolução lenta e é identificada em exame físico ou de imagem de rotina.


Principais causas


  • Deficiência de iodo: causa histórica mais relevante em nível populacional, hoje menos frequente em regiões com iodação adequada do sal.

  • Doença de Graves: causa autoimune associada a hipertireoidismo e aumento difuso da glândula.

  • Tireoidite de Hashimoto: condição autoimune que pode cursar com bócio e hipotireoidismo.

  • Bócio multinodular: crescimento de múltiplos nódulos ao longo do tempo, de causa frequentemente não totalmente esclarecida.

  • Fatores genéticos e familiares: histórico familiar de bócio ou doenças da tireoide.


Fatores de risco


  • Histórico familiar de bócio ou doenças autoimunes da tireoide.

  • Sexo feminino e idade mais avançada.

  • Exposição prévia à radiação cervical.

  • Dieta com ingestão insuficiente ou excessiva de iodo.


Sinais e sintomas


O bócio pode ser assintomático por muito tempo, sendo percebido apenas pelo aumento de volume no pescoço. Quando presentes, os sinais podem incluir:

  • Aumento visível ou palpável do volume cervical.

  • Sensação de aperto ou pressão na garganta.

  • Dificuldade para engolir ou, em casos mais volumosos, para respirar.

  • Rouquidão, quando há compressão de estruturas próximas.

  • Sintomas relacionados à função tireoidiana associada — palpitações e perda de peso no hipertireoidismo, ou cansaço e ganho de peso no hipotireoidismo.

O tamanho do bócio nem sempre se correlaciona com a gravidade da condição de base — bócios pequenos podem estar associados a alterações hormonais significativas, e bócios volumosos podem cursar com função tireoidiana normal. A avaliação individualizada é o que define a real necessidade de tratamento.
Diagnóstico

A investigação do bócio combina, tipicamente:

  • Exame físico cervical: avaliação do tamanho, consistência e simetria da glândula.

  • Ultrassom de tireoide: para caracterizar o volume, identificar nódulos associados e classificar seu risco.

  • Dosagem de TSH e hormônios tireoidianos: para determinar se há hiper ou hipotireoidismo associado.

  • Punção aspirativa por agulha fina (PAAF): indicada para nódulos com características suspeitas dentro do bócio.

  • Exames de imagem complementares: tomografia ou ressonância, quando há suspeita de extensão para o tórax (bócio mergulhante) ou compressão de estruturas vizinhas.

Quando o bócio é volumoso ou apresenta extensão para regiões profundas do pescoço, a avaliação anatômica detalhada é determinante para o planejamento — um ponto em que a experiência do Dr. Rodrigo Tadashi em Cirurgia de Cabeça e Pescoço contribui para dimensionar corretamente a extensão do bócio e sua relação com estruturas vizinhas antes de qualquer decisão terapêutica.


Tratamento

A conduta depende do tamanho do bócio, da função tireoidiana associada e da presença de sintomas compressivos:

  • Observação e acompanhamento: para bócios pequenos, assintomáticos e sem alteração hormonal significativa.

  • Tratamento medicamentoso: para controlar hiper ou hipotireoidismo associado, quando presente.

  • Iodo radioativo: indicado em casos selecionados de bócio associado a hipertireoidismo.

  • Cirurgia (tireoidectomia parcial ou total): indicada em bócios volumosos, com sintomas compressivos, extensão para o tórax, nódulos suspeitos associados ou por preferência do paciente após discussão dos riscos e benefícios.


Acompanhamento

Bócios pequenos e estáveis costumam ser acompanhados com reavaliações periódicas de ultrassom e função tireoidiana, para identificar precocemente qualquer crescimento ou alteração hormonal que justifique mudança de conduta.


Notou aumento de volume no pescoço ou tem um bócio já identificado para reavaliar?


Agende uma consulta com o Dr. Rodrigo Tadashi Martines — Médico Especialista em Cirurgia de Cabeça e Pescoço, CRM-SP 214.370 | RQE 153.287.

bottom of page