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Câncer de Tireoide: Um Guia Completo do Diagnóstico ao Tratamento, com a Expertise do Cirurgião de Cabeça e Pescoço Dr. Rodrigo Tadashi

  • Foto do escritor: Dr Rodrigo Tadashi
    Dr Rodrigo Tadashi
  • 27 de nov. de 2024
  • 13 min de leitura

Atualizado: 7 de mai.


Ouvir a palavra "câncer" é sempre assustador, independentemente do tipo. No entanto, quando falamos de câncer de tireoide, é importante saber que, na grande maioria dos casos, ele tem um prognóstico muito favorável, com altas taxas de cura, especialmente quando diagnosticado e tratado precocemente por profissionais qualificados.

A glândula tireoide é uma pequena estrutura localizada na base do pescoço, mas sua função é gigante para o funcionamento do nosso corpo. Ela produz hormônios essenciais que regulam o metabolismo, influenciando desde a temperatura corporal e o ritmo cardíaco até o funcionamento do cérebro, intestino e o crescimento. Alterações nesta glândula, como o surgimento de nódulos, são bastante comuns, mas a minoria deles representa um câncer.

Com o aumento do uso de exames de imagem na região do pescoço (como ultrassonografias de rotina ou exames para outras finalidades), a detecção de nódulos tireoidianos assintomáticos tem se tornado cada vez mais frequente. Consequentemente, a identificação de câncer de tireoide também aumentou nas últimas décadas.

Neste guia completo, abordaremos o que você precisa saber sobre o câncer de tireoide: seus tipos, fatores de risco, como é diagnosticado, as opções de tratamento e, fundamentalmente, o papel crucial do cirurgião de Cabeça e Pescoço – a minha especialidade, Dr. Rodrigo Tadashi – no manejo desta doença.




Câncer de tireoide
Câncer de tireoide


1. A Glândula Tireoide: Localização e Função Essencial

Localizada na parte anterior do pescoço, abaixo do Pomo de Adão (ou "gogó"), a tireoide tem um formato que lembra uma borboleta, com dois lobos (direito e esquerdo) conectados por uma faixa estreita chamada istmo.

Sua principal função é captar iodo (presente na alimentação) e utilizá-lo para produzir os hormônios tireoidianos: tiroxina (T4) e triiodotironina (T3). A produção e liberação desses hormônios são controladas pelo TSH (Hormônio Estimulante da Tireoide), produzido pela hipófise, uma glândula no cérebro. Os hormônios tireoidianos atuam em praticamente todas as células do corpo, sendo vitais para o metabolismo energético, o crescimento e o desenvolvimento, a temperatura corporal, o funcionamento do sistema nervoso, cardiovascular, gastrointestinal e reprodutivo.


2. O Que é Câncer de Tireoide? Tipos Principais e Sua Frequência

O câncer de tireoide ocorre quando células da glândula tireoide crescem de forma descontrolada, formando um tumor maligno. Embora seja o câncer endócrino (relacionado a glândulas produtoras de hormônios) mais comum, representa uma pequena porcentagem de todos os tipos de câncer. É mais frequente em mulheres do que em homens e pode ocorrer em qualquer idade, embora seja mais comum após os 30 anos.

Existem quatro tipos principais de câncer de tireoide, que se diferenciam pelas células de origem, comportamento e tratamento:

  • Carcinoma Papilífero: É o tipo mais comum, representando cerca de 80% dos casos. Geralmente cresce lentamente e costuma se disseminar para os linfonodos do pescoço. Felizmente, na grande maioria dos casos, tem um prognóstico excelente, com altas taxas de cura, mesmo quando há metástase para linfonodos.

  • Carcinoma Folicular: Corresponde a aproximadamente 10-15% dos casos. Tende a ser um pouco mais agressivo que o papilífero e tem maior propensão a se disseminar (metastatizar) para locais distantes do pescoço, como pulmões e ossos, através da corrente sanguínea. O prognóstico ainda é bom na maioria dos casos.

  • Carcinoma Medular: Menos comum (cerca de 3-4% dos casos), este tipo se origina das células parafoliculares (células C) da tireoide, que produzem calcitonina. Pode ser esporádico (maioria dos casos) ou hereditário (associado a síndromes genéticas como a Neoplasia Endócrina Múltipla tipo 2 - MEN 2). O tratamento e o seguimento são diferentes dos cânceres papilífero e folicular.

  • Carcinoma Anaplásico: É o tipo mais raro (menos de 2% dos casos) e o mais agressivo. Cresce e se espalha muito rapidamente e é difícil de tratar. Geralmente ocorre em pessoas mais velhas. O prognóstico é reservado.

Existem também outros tipos raros de câncer que podem surgir na tireoide, como linfomas e sarcomas, mas os quatro tipos mencionados são os mais importantes.


3. Fatores de Risco e Como Suspeitar: Os Sinais de Alerta

Na maioria das vezes, o câncer de tireoide não apresenta sintomas em seus estágios iniciais. Ele é frequentemente descoberto "sem querer", durante exames de rotina ou investigações de outros problemas no pescoço. O sinal mais comum é a presença de um nódulo na tireoide, que pode ser palpado pelo paciente ou pelo médico durante um exame físico, ou detectado por ultrassonografia. A maioria dos nódulos tireoidianos é benigna (não cancerosa).

Embora menos comuns, alguns sintomas podem indicar a presença de um câncer de tireoide, especialmente se ele estiver crescendo ou invadindo estruturas próximas:

  • Um nódulo no pescoço que cresce rapidamente.

  • Inchaço no pescoço (que pode ser um linfonodo aumentado).

  • Mudanças na voz, como rouquidão persistente que não melhora. Isso pode ocorrer se o tumor estiver afetando o nervo que controla as cordas vocais (nervo laríngeo recorrente).

  • Dificuldade para engolir (disfagia).

  • Dificuldade para respirar ou chiado.

  • Dor no pescoço, que pode irradiar para o ouvido.

É crucial entender que estes sintomas também podem ser causados por condições benignas. No entanto, a presença de qualquer um deles justifica uma avaliação médica especializada.

Quanto aos fatores de risco, os mais conhecidos incluem:

  • Exposição à radiação: É o fator de risco mais bem estabelecido. Exposição à radiação na região da cabeça e pescoço, especialmente na infância (por exemplo, para tratamento de outras doenças), aumenta o risco de câncer de tireoide papilífero nas décadas seguintes. Acidentes nucleares também são uma fonte de exposição.

  • Histórico familiar: Ter um parente de primeiro grau (pais, irmãos, filhos) com histórico de câncer de tireoide (papilífero, folicular ou medular) aumenta o seu risco. Para o câncer medular, certas alterações genéticas hereditárias conferem um risco muito alto.

  • Certos síndromes genéticas: Síndromes como a Neoplasia Endócrina Múltipla tipo 2 (MEN 2), a Polipose Adenomatosa Familiar (FAP) e a Síndrome de Gardner estão associadas a um risco aumentado de certos tipos de câncer de tireoide.

  • Sexo: Mulheres têm uma probabilidade 2 a 3 vezes maior de desenvolver câncer de tireoide do que homens.

  • Idade: O risco de câncer de tireoide papilífero e folicular aumenta com a idade, embora possa ocorrer em qualquer fase da vida. O câncer anaplásico é mais comum em idosos.



4. O Caminho Até o Diagnóstico: Da Suspeita à Confirmação

A investigação de um nódulo tireoidiano geralmente começa com:

  • Exame Físico: O médico palpa o pescoço para avaliar o tamanho, a consistência e a mobilidade do nódulo tireoidiano, bem como a presença de linfonodos aumentados no pescoço.

  • Ultrassonografia de Tireoide e Pescoço: Este é o exame de imagem mais importante na avaliação inicial. Ele fornece detalhes sobre o número, tamanho, localização e características dos nódulos (sólido vs. cístico, presença de microcalcificações, bordas irregulares, vascularização). A ultrassonografia também permite avaliar os linfonodos cervicais. Certas características na ultrassonografia são mais sugestivas de malignidade e indicam a necessidade de uma biópsia.

  • Dosagem Hormonal: Exames de sangue para avaliar os níveis de TSH, T4 livre e T3 são realizados para verificar a função da tireoide, mas geralmente não ajudam a diferenciar nódulos benignos de malignos (exceto no caso do câncer medular, onde a calcitonina pode estar elevada).

Se a ultrassonografia mostrar um nódulo com características suspeitas ou de tamanho significativo, o próximo passo é a Punção Aspirativa por Agulha Fina (PAAF) do nódulo tireoidiano, também conhecida como biópsia por agulha fina. Este procedimento minimamente invasivo é realizado com uma agulha muito fina (semelhante à usada para coleta de sangue), geralmente guiada por ultrassom para garantir a precisão. Células do nódulo são aspiradas e enviadas para análise por um patologista.

O resultado da PAAF é frequentemente relatado usando o Sistema Bethesda, que categoriza os achados em seis classes, com diferentes riscos de malignidade:

  • Bethesda I: Material insatisfatório/não diagnóstico (necessita repetir a PAAF).

  • Bethesda II: Benigno (baixo risco de malignidade).

  • Bethesda III: Atipia de Significado Indeterminado ou Lesão Folicular de Significado Indeterminado (risco baixo a intermediário de malignidade, geralmente requer acompanhamento ou nova PAAF).

  • Bethesda IV: Neoplasia Folicular ou Suspeita de Neoplasia Folicular (risco intermediário de malignidade, frequentemente requer cirurgia para diagnóstico definitivo).

  • Bethesda V: Suspeito para Malignidade (alto risco de malignidade).

  • Bethesda VI: Maligno (confirmado câncer).

Em casos de Bethesda V ou VI, o diagnóstico de câncer de tireoide é praticamente confirmado e o tratamento cirúrgico é geralmente indicado. Para Bethesda III e IV, a decisão de operar ou acompanhar depende de outros fatores clínicos e ultrassonográficos, e da discussão entre médico e paciente.

Minha formação em Cirurgia de Cabeça e Pescoço me confere a expertise para realizar a PAAF de nódulos complexos ou de difícil acesso com segurança e precisão, muitas vezes guiada por ultrassonografia em tempo real. Além disso, a interpretação integrada dos achados da ultrassonografia e do resultado da PAAF é fundamental para o planejamento cirúrgico, e meu conhecimento cirúrgico detalhado da anatomia do pescoço é crucial nessa etapa.



5. O Tratamento do Câncer de Tireoide: Uma Abordagem Multimodal

O tratamento do câncer de tireoide depende do tipo do câncer, do tamanho do tumor, se ele se espalhou para linfonodos ou outras partes do corpo (estadiamento), da idade do paciente e do estado geral de saúde. Na maioria dos casos de carcinoma papilífero e folicular, o tratamento primário é a cirurgia. Terapias complementares como o Iodo Radioativo (I-131) e a terapia de supressão de TSH podem ser utilizadas após a cirurgia. Para tipos mais agressivos ou cânceres avançados, outras modalidades como radioterapia externa, quimioterapia ou terapias alvo podem ser consideradas.



6. A Cirurgia: Pilar Fundamental do Tratamento com a Expertise do Cirurgião de Cabeça e Pescoço

A cirurgia é o tratamento principal para a grande maioria dos cânceres de tireoide papilífero e folicular. O tipo de cirurgia realizada depende das características do tumor:

  • Lobectomia Parcial ou Hemitiroidectomia: Remoção de apenas um lobo da tireoide (o lado que contém o tumor). Pode ser uma opção para tumores pequenos (<1-2 cm), localizados em apenas um lobo, sem evidência de disseminação para linfonodos, em pacientes jovens e sem histórico de exposição à radiação. A vantagem é que uma parte da tireoide é preservada, e o paciente pode não precisar de reposição hormonal contínua.

  • Tireoidectomia Total: Remoção de toda a glândula tireoide. É o procedimento mais comum para cânceres maiores, com disseminação para linfonodos, presentes em ambos os lobos, ou em pacientes com fatores de risco (histórico de radiação) ou síndromes genéticas. A vantagem é remover toda a doença visível na tireoide, permitir o uso de Iodo Radioativo para destruir tecido tireoidiano remanescente e facilitar o monitoramento de recorrência futura através do exame de tireoglobulina no sangue. Após a tireoidectomia total, o paciente precisará tomar medicação de reposição hormonal tireoidiana (levotiroxina) por toda a vida.

Em muitos casos de câncer de tireoide, especialmente o papilífero, há necessidade de remover os linfonodos do pescoço (linfadenectomia cervical) juntamente com a tireoide, pois o câncer pode se espalhar para essas estruturas. A extensão da remoção dos linfonodos depende se há evidência de doença nos linfonodos antes da cirurgia e das características do tumor.

Por que a Expertise do Cirurgião de Cabeça e Pescoço é Fundamental na Cirurgia de Tireoide?

A cirurgia da tireoide é delicada e exige um conhecimento anatômico minucioso e uma técnica cirúrgica apurada. A glândula tireoide está localizada em uma região vital, muito próxima a estruturas importantes:

  • Nervos Laríngeos Recorrentes: Esses nervos, localizados atrás da tireoide, controlam o movimento das cordas vocais. A lesão unilateral desses nervos pode causar rouquidão ou alteração da voz. A lesão bilateral é rara, mas pode levar à dificuldade respiratória e, em casos graves, à necessidade de traqueostomia. Um cirurgião de Cabeça e Pescoço é treinado para identificar e preservar esses nervos durante a cirurgia, minimizando o risco de alterações na voz.

  • Glândulas Paratireoides: Geralmente há quatro pequenas glândulas paratireoides, localizadas perto ou na superfície posterior da tireoide. Elas produzem o hormônio paratireoidiano (PTH), que regula os níveis de cálcio no sangue. A remoção ou lesão inadvertida dessas glândulas durante a cirurgia pode levar à hipocalcemia (níveis baixos de cálcio), causando dormência, formigamento (parestesia) ao redor da boca e nas extremidades, cãibras musculares e, em casos graves, espasmos musculares (tetania). Um cirurgião de Cabeça e Pescoço é treinado para identificar e preservar essas glândulas, ou reimplantá-las nos músculos do pescoço se for necessário removê-las devido ao tumor, reduzindo o risco de hipocalcemia permanente.

  • Vasos Sanguíneos Importantes: A tireoide é altamente vascularizada. A cirurgia exige controle meticuloso dos vasos para evitar sangramentos.

Minha formação específica em Cirurgia de Cabeça e Pescoço envolve anos de treinamento dedicado a essa região anatômica complexa. Realizamos um grande volume de cirurgias de tireoide e outras cirurgias de pescoço durante a residência e ao longo da carreira. Essa experiência me confere a habilidade e o conhecimento necessários para realizar a tireoidectomia e a linfadenectomia cervical com a máxima precisão, visando a remoção completa do tumor e dos linfonodos afetados, ao mesmo tempo em que se minimizam os riscos de lesões às estruturas adjacentes vitais. Para o tratamento do câncer de tireoide, a escolha de um cirurgião de Cabeça e Pescoço com experiência é um fator crucial para o sucesso do tratamento e a segurança do paciente.



7. Terapias Complementares: Iodo Radioativo e Supressão de TSH

Após a tireoidectomia total para carcinomas papilíferos ou foliculares, duas terapias complementares podem ser indicadas:

  • Terapia com Iodo Radioativo (I-131): O I-131 é uma forma de iodo que emite radiação. As células tireoidianas (normais ou cancerosas) têm a capacidade única de captar iodo. Esta terapia é administrada por via oral (cápsula ou líquido) e tem como objetivo destruir qualquer tecido tireoidiano remanescente após a cirurgia, bem como tratar metástases que possam ter se espalhado para outras partes do corpo (linfonodos, pulmões, ossos). Nem todos os pacientes precisam de I-131; a indicação depende do tamanho do tumor, se ele se espalhou para linfonodos ou vasos sanguíneos, da idade do paciente e do estadiamento. Antes do tratamento com I-131, o paciente precisa estar hipotireoideo (níveis baixos de hormônio tireoidiano) para que as células tireoidianas remanescentes estejam "ávidas" por captar iodo, ou precisa receber uma injeção de TSH recombinante humano.

  • Terapia de Supressão de TSH: Após a tireoidectomia total, os pacientes precisam tomar levotiroxina (reposição hormonal tireoidiana) por toda a vida. Além de repor os hormônios que a tireoide não produz mais, a levotiroxina é utilizada em doses que mantêm os níveis de TSH baixos (suprimidos). O TSH estimula o crescimento de células tireoidianas, incluindo possíveis células cancerosas remanescentes. Manter o TSH baixo "freia" esse estímulo, reduzindo o risco de recorrência do câncer. A dose ideal de levotiroxina e o nível alvo de TSH são definidos pelo endocrinologista, geralmente em conjunto com o cirurgião e o oncologista, com base nas características do câncer e no risco de recorrência do paciente.



8. Outras Modalidades de Tratamento

Para cânceres de tireoide mais agressivos (como o anaplásico) ou em casos avançados de carcinomas papilíferos ou foliculares que não respondem ao I-131, outras opções podem ser consideradas:

  • Radioterapia Externa: Uso de feixes de radiação direcionados para a região do pescoço para destruir células cancerosas.

  • Quimioterapia: Uso de medicamentos para destruir células cancerosas, geralmente reservada para tipos de câncer de tireoide que não respondem a outras terapias.

  • Terapias Alvo: Medicamentos que atuam em alvos específicos nas células cancerosas, utilizados para cânceres de tireoide avançados ou metastáticos.



9. O Pós-Tratamento: Seguimento e Monitoramento Contínuo

O tratamento do câncer de tireoide não termina após a cirurgia e as terapias complementares. Um seguimento rigoroso é fundamental para monitorar a saúde do paciente, detectar precocemente qualquer sinal de recorrência e ajustar a terapia de reposição hormonal.

O seguimento geralmente envolve:

  • Consultas Regulares: Visitas periódicas ao endocrinologista e ao cirurgião de Cabeça e Pescoço.

  • Exames de Sangue: Monitoramento dos níveis de TSH e Tireoglobulina. A Tireoglobulina é uma proteína produzida por células tireoidianas normais e cancerosas. Após a remoção da tireoide e, idealmente, o tratamento com I-131, os níveis de Tireoglobulina devem ser muito baixos ou indetectáveis. Um aumento nos níveis de Tireoglobulina pode indicar a recorrência do câncer. Para o câncer medular, o marcador é a Calcitonina e o CEA.

  • Exames de Imagem: Ultrassonografia do pescoço para verificar a área da tireoide e os linfonodos cervicais. Em alguns casos, podem ser necessários exames como PET scan ou tomografia para investigar possíveis metástases a distância.



10. Prognóstico e Qualidade de Vida: Olhando para o Futuro

Como mencionado, a grande maioria dos cânceres de tireoide papilífero e folicular tem um prognóstico excelente, com taxas de sobrevida em 5 anos superiores a 98% para a maioria dos pacientes. Mesmo quando há metástase para linfonodos, a cura é frequentemente alcançada com a cirurgia e o Iodo Radioativo. O prognóstico é menos favorável para tipos mais raros e agressivos como o anaplásico, ou para cânceres que se espalharam amplamente para órgãos distantes.

A qualidade de vida após o tratamento geralmente é muito boa. A maioria dos pacientes vive uma vida normal, tomando a medicação de reposição hormonal diariamente. Potenciais desafios a longo prazo podem incluir o manejo da dose correta de levotiroxina, a adaptação a possíveis alterações na voz (geralmente discretas se não houve lesão nervosa importante na cirurgia) e o controle da ansiedade relacionada à possibilidade de recorrência. O apoio psicológico pode ser útil para alguns pacientes.



11. Prevenção e Detecção Precoce: O Que Você Pode Fazer

Não existem medidas preventivas eficazes para a maioria dos cânceres de tireoide, exceto evitar a exposição desnecessária à radiação na região do pescoço. No entanto, a detecção precoce é fundamental para o sucesso do tratamento.

Se você sentir um nódulo no pescoço, tiver histórico familiar de câncer de tireoide ou tiver sido exposto à radiação na região da cabeça e pescoço no passado, converse com seu médico. A realização de uma ultrassonografia de tireoide pode identificar nódulos que não são palpáveis.



12. Por Que a Expertise do Dr. Rodrigo Tadashi Faz a Diferença no Tratamento do Câncer de Tireoide

Enfrentar o diagnóstico de câncer de tireoide pode gerar muitas dúvidas e medos. Ter ao seu lado um profissional com a qualificação e experiência adequadas faz toda a diferença. Minha especialidade em Cirurgia de Cabeça e Pescoço me posiciona de forma única no manejo desta doença:

  • Diagnóstico e Avaliação: Minha experiência na avaliação de nódulos cervicais e no raciocínio clínico envolvendo a anatomia complexa do pescoço me permite conduzir a investigação diagnóstica de forma eficiente e precisa. Realizo a PAAF com segurança, quando indicada.

  • Planejamento Cirúrgico Detalhado: Com base nos exames de imagem (como ultrassonografia e tomografia de pescoço, que avalio com profundidade cirúrgica e anatômica) e nos resultados da biópsia, planejo a cirurgia com o objetivo de remover toda a doença (tireoide e linfonodos afetados) com a máxima segurança, protegendo estruturas vitais como nervos e glândulas paratireoides.

  • Excelência Técnica na Cirurgia: Anos de treinamento e prática em cirurgias complexas do pescoço, incluindo um grande volume de tireoidectomias e esvaziamentos cervicais, me conferem a habilidade técnica e a familiaridade anatômica necessárias para realizar o procedimento cirúrgico com precisão e reduzir o risco de complicações.

  • Manejo de Casos Complexos: Minha formação em Cirurgia Geral complementa minha especialidade, permitindo uma visão mais ampla do paciente e do manejo de possíveis intercorrências médicas que possam surgir.

  • Acompanhamento Integrado: Trabalho em colaboração com endocrinologistas e outros especialistas para garantir que você receba o tratamento mais completo e o seguimento adequado após a cirurgia.

A cirurgia é a pedra angular do tratamento do câncer de tireoide. Confiar este procedimento a um especialista dedicado à região de Cabeça e Pescoço, que compreende profundamente a anatomia e os riscos inerentes, é fundamental para o sucesso do tratamento e para a sua tranquilidade.


Conclusão

O câncer de tireoide, na maioria de suas formas, é uma doença com excelente prognóstico e altas taxas de cura. No entanto, o sucesso do tratamento depende crucialmente de um diagnóstico preciso e de um manejo cirúrgico e complementar adequados, realizados por uma equipe médica qualificada.

Se você identificou um nódulo na tireoide ou apresenta algum sintoma suspeito, não hesite em buscar avaliação médica. A detecção precoce e o tratamento especializado são seus maiores aliados na luta contra esta doença.

Com minha experiência como Cirurgião de Cabeça e Pescoço, estou preparado para oferecer a você o cuidado mais qualificado, desde a investigação do nódulo até a realização da cirurgia e o acompanhamento pós-tratamento.

Sua saúde é o seu bem mais precioso. Busque sempre a expertise que faz a diferença.

Para agendar uma consulta e discutir suas preocupações ou um diagnóstico de câncer de tireoide, entre em contato com o meu consultório. Estou aqui para cuidar de você.


 
 
 

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